Conceito
Classificação de Saint-Émilion
A classificação de Saint-Émilion, criada em 1955, é revisada, em princípio, de dez em dez anos, e sua lista muda de uma edição para outra. Tem quatro degraus, incluindo a distinção entre Saint-Émilion Grand Cru, que é denominação, e Grand Cru Classé, que é seleção, e viu Cheval Blanc, Ausone e Angélus deixarem a lista por vontade própria entre 2021 e 2022.
Revisado por Tito Dias em 12/10/2026

Uma classificação que muda de verdade
A classificação de Saint-Émilion foi criada em 1955 e é individual por château, revisada, em princípio, de dez em dez anos, e sua lista muda de uma edição para outra. A revisão de 2006 foi anulada pela justiça e refeita em 2012; a vigente é o Classement de 2022, e a próxima sai em 2032.
São quatro degraus: Saint-Émilion, Saint-Émilion Grand Cru, Grand Cru Classé e Premier Grand Cru Classé, este último dividido em grupos A e B.
A armadilha do nome
Há uma armadilha no nome: Saint-Émilion Grand Cru é denominação, não classificação — basta cumprir um rendimento menor e um envelhecimento mínimo para usar o nome. Grand Cru Classé é que é seleção. O rendimento máximo é de 53 hl/ha na AOC Saint-Émilion e de 46 hl/ha no Grand Cru: é esse número que separa as duas denominações.
Os quatro degraus da classificação
- 1Saint-ÉmilionAOC de base; rendimento máximo de 53 hl/ha
- 2Saint-Émilion Grand Crudenominação, não classificação; rendimento máximo de 46 hl/ha e envelhecimento mínimo
- 3Grand Cru Classéseleção de châteaux, revisada a cada dez anos
- 4Premier Grand Cru Classédividido em grupos A e B; no Classement 2022, o grupo A tem só Château Pavie e Château Figeac
O Classement de 2022
O Classement 2022 tem 85 châteaux classificados: 2 no grupo A, 12 no grupo B e 71 Grands Crus Classés. O grupo A hoje tem apenas dois nomes: Château Pavie e Château Figeac, este promovido em 2022.
Desafios à hierarquia
Nos anos 90, os garagistes — Valandraud e La Mondotte — chamaram atenção com microprodução e madeira nova, e balançaram a hierarquia da região.
Mais recentemente, Cheval Blanc e Ausone anunciaram a retirada da classificação em 2021, e Angélus fez o mesmo em 2022. Os três criticaram os critérios da classificação, que, segundo eles, passaram a pesar reputação, marketing e recepção de visitantes acima do vinho. Seguem produzindo — apenas deixaram de exibir a menção no rótulo.
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