Conceito
Denominações da França: AOC, IGP e Vin de France
Desde a reforma europeia de 2009, os vinhos franceses se organizam em três categorias: AOP (antiga AOC), IGP (antigo Vin de Pays) e Vin de France (antigo Vin de Table). Bordeaux mostra essa pirâmide por dentro: ali, uma denominação regional convive com denominações menores e mais restritas dentro da mesma região.
Revisado por Tito Dias em 12/10/2026

As três categorias
Desde a reforma europeia de 2009, a categoria que antes se chamava Vin de Pays passou a se chamar IGP — Indication Géographique Protégée. Na mesma reforma, a AOC virou AOP, e o antigo Vin de Table virou Vin de France. O rótulo Vin de Pays ainda aparece em uso comercial, mas a designação legal é IGP.
A AOP/AOC é a categoria mais regulada: o INAO reconhece 366 vinhos como AOP/AOC. O Vin de France é a designação de vinho de mesa da França, sem indicação geográfica, e segue apenas as regras gerais do vinho.
As seis IGP regionais
São seis as IGP regionais: Pays d'Oc (Languedoc-Roussillon), Val de Loire, Comté Tolosan (Sudoeste), Comtés Rhodaniens (Vale do Rhône, sobretudo o norte), Méditerranée (Provence e Rhône Sul) e Atlantique (Bordeaux e Cognac). Cada macrorregião é subdividida em IGP departamentais e de zona — cerca de 75 indicações ao todo —, e a Pays d'Oc, no Languedoc-Roussillon, é de longe a maior em volume.
Algumas regiões praticamente não recorrem à categoria, como a Côte d'Or, na Borgonha. A Gironde, que por décadas não teve Vin de Pays, hoje está coberta pela IGP Atlantique.
A AOC também tem hierarquia interna
Dentro da própria AOC também existem camadas: em Bordeaux, 40% do tinto produzido sai como Bordeaux AOC ou Bordeaux Supérieur AOC — denominações regionais que podem ser usadas em qualquer área de Bordeaux —, enquanto denominações menores, como Médoc AOC e Haut-Médoc AOC, cobrem áreas mais restritas dentro da mesma região, com regras próprias de rendimento.
Dentro do Haut-Médoc, seis vilas têm denominação comunal própria — Margaux, Moulis, Listrac-Médoc, Saint-Julien, Pauillac e Saint-Estèphe —, com um rendimento autorizado maior, mas um teto de segurança (butoir) mais baixo do que o das denominações regionais.
Denominação não é classificação
Há uma armadilha que ajuda a entender a diferença entre denominação e classificação: em Saint-Émilion, o nome Grand Cru na denominação Saint-Émilion Grand Cru não indica uma seleção de châteaux — é só uma denominação com rendimento menor e envelhecimento mínimo. A seleção de fato se chama Grand Cru Classé, e é uma classificação separada, revisada a cada dez anos.
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- PaísFrança
- RegiãoBordeauxexemplo de hierarquia interna de AOC
- ConceitoClassificação de Saint-Émilionexemplo da diferença entre denominação e classificação
- RegiãoMédoc
- ConceitoClassificação do vinho espanhol
- RegiãoLanguedoc-Roussillonsede da IGP Pays d'Oc
- RegiãoProvenceIGP Méditerranée
- RegiãoSudoeste da FrançaIGP Comté Tolosan
- RegiãoVale do LoireIGP Val de Loire
- RegiãoVale do RhôneIGP Comtés Rhodaniens