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Região

Vale do Rhône

O Vale do Rhône é uma região vinícola que se estende por 250 km ao longo do rio Ródano, dividida em Rhône Norte e Rhône Sul. É associada ao 'vinho dos papas', apelido ligado à mudança da sede da Igreja Católica de Roma para Avignon no século XIV. O choque geológico entre o Maciço Central Francês e os Alpes deixou a região com solos muito diversos, de areia a granito.

Revisado por Tito Dias em 12/10/2026

Vinhedos do sul do Rhône vistos do Château La Nerthe, em Châteauneuf-du-Pape
Foto: Michal Osmenda / Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0 (recortada)

Fatos e números

O Vale do Rhône soma 64.500 hectares em AOC (2023), com 31 denominações — 17 delas classificadas como Crus — e cerca de 5.000 produtores. As vendas da região somam 400 milhões de euros.

Na safra de 2023, segundo a Inter Rhône, 74% da produção foi de vinhos tintos, 14% de rosés e 12% de brancos.

A região resulta do choque geológico entre o Maciço Central Francês e os Alpes, o que deixou um mosaico de solos muito diverso, com areia, argila, calcário e granito. O Vale do Rhône se estende por 250 km de norte a sul, e seu clima recebe a influência do Mistral, vento característico da região.

A região é associada ao 'vinho dos papas', apelido que remonta ao século XIV, quando a sede da Igreja Católica foi transferida de Roma para Avignon.

Rhône Norte e Rhône Sul

O Vale do Rhône se divide em duas sub-regiões, Rhône Norte e Rhône Sul, cada uma com seus próprios Crus. Dos 18 Crus da região, 8 ficam no Rhône Norte — Côte-Rôtie, Condrieu, Château-Grillet, Saint-Joseph, Crozes-Hermitage, Hermitage, Cornas e Saint-Péray — e 10 no Rhône Sul — Vinsobres, Rasteau, Cairanne, Gigondas, Vacqueyras, Beaumes-de-Venise, Châteauneuf-du-Pape, Lirac, Tavel e Laudun (Cru desde 2024).

Uvas secundárias do Rhône

Além das uvas principais, o Vale do Rhône conta com outras castas de apoio. A Marsanne é muito vigorosa e produtiva, normalmente cultivada em áreas de solo inclinado e pobre. A Roussanne produz vinhos complexos, com aromas florais.

A Cinsault é uma uva consistente na produção, que resiste bem a secas e ventos fortes, muito utilizada para rosés. A Carignan amadurece tardiamente e produz vinhos de corpo cheio, com bastante tanino e estrutura; é usada na produção de Côtes du Rhône e em outras regiões, como Nîmes, Luberon e Ventoux.

Outras denominações do Rhône

- Grignan-les-Adhémar: chamava-se Coteaux du Tricastin até 2010, quando a denominação foi renomeada; a área é famosa pelas trufas e pela plantação de lavandas. - Ventoux: chamada Côtes du Ventoux até 2008, produz vinhos potentes, com bastante pimenta, pimentão e frutas negras, além de brancos aromáticos e rosés encorpados. - Côtes du Vivarais: produz assemblages de Syrah e Grenache robustos e brancos com boa mineralidade. - Luberon: simplificou o nome (era Côtes du Luberon) em 2009; com forte influência do Mediterrâneo, os vinhos são encorpados, com muita fruta negra, couro e alcaçuz. - Costières de Nîmes: pela grande influência do Mediterrâneo, os vinhos são mais leves, com menos tanino e muito aromáticos.

Produtores de referência

Rhône Norte: Chapoutier, Gérard Chave, Jean-Luc Colombo, Jean-Louis Chave, Domaine Combier, Yves Cuilleron, Delas Frères, Gerin, Château-Grillet, Guigal, Paul Jaboulet Aîné, Ogier, René Rostaing, Georges Vernay, Joseph Jamet, Alain Graillot e Ferraton.

Rhône Sul: Château Beaucastel, Henri Bonneau, Domaine Bosquet des Papes, Clos des Papes, Château la Gardine, Domaine de la Janasse, Château Mont-Redon, Château la Nerthe, Château Rayas, Clos de l'Oratoire des Papes, Domaine Vieux Télégraphe, Domaine Raspail-Ay, Domaine du Cayron, Domaine du Pesquier e Domaine du Richeaud.

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