Região
Rhône Sul
O Rhône Sul é a sub-região meridional do Vale do Rhône, onde a Grenache é a uva mais plantada e mais emblemática. Reúne 10 dos 18 Crus da região, entre eles Châteauneuf-du-Pape, Gigondas, Vacqueyras, Cairanne, Rasteau, Vinsobres, Lirac, Tavel, Beaumes-de-Venise e Laudun (Cru desde 2024).
Revisado por Tito Dias em 12/10/2026

Grenache e Mourvèdre no sul
A Grenache é a uva tinta mais plantada do Rhône e também a mais emblemática, original da Espanha. É charmosa, tem bom corpo e maciez, é profunda, com toques de amoras e especiarias, e funciona muito bem em assemblages. É responsável por boa parte dos rosés de Tavel e pela qualidade desses vinhos, que ficam frutados e macios.
A Mourvèdre é bastante cultivada no Rhône Sul e vem sendo cada vez mais reconhecida pela qualidade. Adapta-se bem a áreas de solo com exposição sul, onde há mais sol. É uma uva poderosa, que produz vinhos encorpados, cheios, com muitos taninos, persistência e boa textura; jovem, tem aromas de amoras e cerejas negras, que evoluem para trufas, couro, geleia de frutas negras, especiarias e suor.
Châteauneuf-du-Pape
Châteauneuf-du-Pape é o Cru mais conhecido do Rhône Sul, com 3.161 hectares e 94% de tintos, elaborados principalmente com Grenache, Syrah e Mourvèdre — tema de página própria na Academia TWS.
Gigondas, Vacqueyras, Cairanne, Rasteau, Vinsobres e Lirac
Gigondas fica aos pés das Dentelles de Montmirail. Exige no mínimo 50% de Grenache, com Syrah e Mourvèdre, e produz tintos potentes e de boa guarda.
Vacqueyras é Cru desde 1990 e vizinha de Gigondas, com vinhos nas três cores. São tintos especiados, com notas de garrigue e pimenta.
Cairanne era uma vila de Côtes du Rhône Villages e foi promovida a Cru em 2016. A Grenache é completada por Syrah e Mourvèdre.
Rasteau é Cru para tintos secos desde 2010 e, desde 1944, também produz Vin Doux Naturel de Grenache.
Vinsobres foi o primeiro Cru reconhecido na margem esquerda do Rhône Sul, em 2006, e produz apenas tintos.
Lirac é vizinha de Tavel e de Châteauneuf-du-Pape, na margem direita do rio, com vinhos nas três cores.
Tavel e Muscat de Beaumes-de-Venise
Tavel tem 902 hectares e produz 100% de vinhos rosés. Várias uvas são autorizadas, mas nenhuma pode passar de 60% do total — as mais importantes são a Grenache e a Grenache Blanc. Os vinhos vão de cor salmão a rubi de baixa intensidade, com rendimento de 37 hl/ha, e o estilo varia de acordo com o solo, que é bastante diverso.
Beaumes-de-Venise é, tradicionalmente, terra de vinhos doces (Muscat de Beaumes-de-Venise); em 2005, seus tintos à base de Grenache e Syrah ganharam o status de Cru. Os vinhos fortificados brancos doces são elaborados com Muscat Branco e Tinto, precisam ter no mínimo 100 g de açúcar por litro, têm baixo caráter oxidativo e álcool mínimo de 15% — são o que na França se chama de Vins Doux Naturels. A denominação tem 427 hectares plantados, sendo 94% de brancos, 5% de rosé e 1% de tinto, com rendimento de 20 hl/ha.
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