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Uva

Nebbiolo

A Nebbiolo é a grande uva tinta do Piemonte, nativa da região e responsável por Barolo, Barbaresco e Roero. Faz vinhos poderosos e perfumados, de cor pálida, com aromas de flores e alcatrão, acidez alta e taninos altos. Na Lombardia, onde é chamada de Chiavennasca, é a base dos tintos de Valtellina.

Revisado por Tito Dias em 12/10/2026

Taça de vinho tinto diante de vilarejo e vinhedos das Langhe
Foto: Acervo VSX Experiências

A uva da névoa

A Nebbiolo é nativa do Piemonte, onde é cultivada desde por volta do ano 1300. O nome vem da névoa, comum na região. O Piemonte é considerado a casa dessa uva, que para muitos é a principal de toda a Itália.

É uma uva de amadurecimento tardio e sensível a condições ruins de clima. A casca é bastante fina, e por isso os vinhos têm cor pálida, mesmo sendo poderosos. Entre as uvas mais cultivadas do Piemonte, vem depois da Barbera, do Moscatel e da Dolcetto.

Barolo e Barbaresco

Em Barolo, os vinhos têm acidez alta, aroma marcante de alcatrão e rosas e taninos altos, que costumam levar muitos anos para amaciar. Alguns produtores passaram a encurtar a fermentação e a maceração para obter menos taninos, o que gera debate.

O Barbaresco, feito com 100% de Nebbiolo, tem cor rubi brilhante e notas de frutas vermelhas, em especial framboesa, além de violetas, pimenta-do-reino verde, canela, noz-moscada, avelãs tostadas e anis. O clima mais quente e seco que o de Barolo dá vinhos de taninos mais macios, que podem ser bebidos mais cedo.

Roero, Nebbiolo d'Alba e Langhe

O Roero tinto leva no mínimo 95% de Nebbiolo e tem aromas de pimenta-do-reino, frutas negras e cerejas azedas, com corpo médio e taninos altos, porém mais macios que os de Barolo.

O Nebbiolo d'Alba é 100% Nebbiolo, com aromas de rosas e alcatrão e toques de frutas vermelhas, baunilha e canela. O solo mais arenoso que o das vizinhas Barolo e Barbaresco dá vinhos mais macios e acessíveis. A uva também está entre as permitidas na Langhe DOC e pode entrar no corte da Barbera d'Alba, onde deixa os taninos mais altos.

Na Lombardia, como Chiavennasca

Na Lombardia a Nebbiolo é chamada de Chiavennasca. Em Valtellina, vale encravado nos Alpes, as denominações têm essa uva como base: o Rosso di Valtellina, o Valtellina Superiore e o Sforzato di Valtellina, feito com uvas passificadas, como os Amarones.

Em Franciacorta, alguns tintos combinam uvas bordalesas com a Nebbiolo e a Barbera.

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