Região
Piemonte
O Piemonte fica ao sul dos Alpes, e seu nome significa "pé da montanha". É a casa da Nebbiolo, a uva do Barolo e do Barbaresco, e reúne 41 DOCs e 19 DOCGs, o maior número de DOCGs da Itália. Muitas vezes é comparado à Borgonha, por valorizar vinhos de um único vinhedo.
Revisado por Tito Dias em 12/10/2026

O pé da montanha
O Piemonte fica ao sul dos Alpes, e o próprio nome quer dizer "pé da montanha". É a 7ª maior região produtora de vinhos da Itália, com cerca de 2,17 milhões de hectolitros em 2024, segundo o Istat.
É uma das grandes regiões do vinho italiano: tem 41 DOCs e 19 DOCGs, o maior número de DOCGs do país. Recebe grande influência dos franceses e é vista como uma região de viticultura moderna.
O Piemonte é muitas vezes comparado à Borgonha, porque valoriza a produção de vinhos de um único vinhedo (single vineyard). Essa tendência vem crescendo, inclusive entre os produtores mais tradicionais.
As uvas tintas
A Barbera é a uva mais cultivada do Piemonte, seguida pela Moscato, pela Dolcetto e pela Nebbiolo. Mas é a Nebbiolo que dá fama à região.
- Nebbiolo: nativa do Piemonte, cultivada desde o ano de 1300. O nome vem da névoa comum na região. Amadurece tarde e é sensível ao mau tempo. A casca fina dá vinhos de cor pálida, mas poderosos e perfumados, com aromas de flores e alcatrão. É a uva do Barolo, do Barbaresco e do Roero tinto. - Barbera: a mais plantada, por ser resistente e produtiva. Nativa de Monferrato, tem notas florais, acidez alta e taninos médios. - Dolcetto: o nome significa "pequena doçura". Dá bastante cor, tem taninos baixos e macios e amadurece cedo. Faz vinhos frutados, leves e acessíveis, para beber jovens.
As uvas brancas
- Arneis: nativa da região, com registros desde 1400. Antigamente era usada para amaciar os taninos de vinhos como os de Nebbiolo. Hoje faz brancos aromáticos, finos, cítricos e florais, sobretudo em Roero. - Moscato Bianco: chamada localmente de Moscato Canelli, é uma variedade antiga, muito usada nos espumantes e frizzantes de Asti. - Cortese: tem notas cítricas e acidez alta. Seu maior expoente são os vinhos de Gavi DOCG.
Na denominação Langhe também são usadas Freisa, Favorita (Vermentino) e Nascetta, ao lado de castas internacionais.
Langhe, Alba e Asti
Langhe, cujo nome significa "morros de baixa altitude", abriga Barolo e Barbaresco, as duas denominações mais famosas do Piemonte, além de Roero.
Em torno da cidade de Alba estão denominações dedicadas a cada uva: Barbera d'Alba, Nebbiolo d'Alba e Dolcetto d'Alba. A Barbera d'Asti é um dos vinhos mais famosos da região. Asti e Moscato d'Asti, produzidos dentro da mesma área demarcada, são o espumante e o frizzante de Moscato. Já Gavi, de clima mais mediterrâneo pela proximidade da Ligúria, é a terra dos brancos de Cortese.
Outras denominações do Piemonte
Só para a Dolcetto existem treze denominações no Piemonte, todas com vinhos 100% Dolcetto. Além da Dolcetto d'Alba e de Dogliani, que têm páginas próprias, vale conhecer:
- Dolcetto di Diano d'Alba DOCG (ou Diano d'Alba DOCG): um enclave dentro da área da Dolcetto d'Alba, considerado de qualidade superior por ter vários terroirs com inclinação para o sul, extensivamente estudados e delimitados. Tem versão Superiore. - Dolcetto di Ovada Superiore DOCG (ou Ovada DOCG): zona especializada em Dolcetto, DOC desde 1972 e DOCG desde 2008. Como em Dogliani, os vinhos ganham potência, com certa rusticidade; existe versão Superiore. - Dolcetto d'Acqui DOC: Dolcetto produzido nos arredores da cidade de Acqui Terme. - Brachetto d'Acqui: da mesma área de Acqui Terme, um vinho tinto doce, em versões tranquila, spumante e passito.
Produtores de referência
- Anna Maria Abbona (Dolcetto di Dogliani) - Elio Altare (La Morra, Barolo) - Antoniolo (Gattinara) - Alfiero Boffa - Braida – Giacomo Bologna - Cavallotto (Castiglione Falletto) - Ceretto (Alba) - Michele Chiarlo - Clerico (Monforte d'Alba) - Aldo Conterno (Monforte d'Alba) - Giacomo Conterno (Monforte d'Alba) - Conterno Fantino (Monforte d'Alba) - Coppo - Correggia (Roero) - Einaudi (Dogliani) - Angelo Gaja (Barbaresco) - Bruno Giacosa (Neive) - Elio Grasso (Monforte d'Alba)
- Moccagatta (Barbaresco) - Mauro Molino (La Morra) - Pecchenino (Dogliani) - Pelissero (Treiso) - Pio Cesare (Alba) - E. Pira (Barolo) - Produttori del Barbaresco (Barbaresco) - Prunotto (Alba) - Bruno Rocca (Barbaresco) - Luciano Sandrone (Barolo) - Paolo Scavino (Castiglione Falletto) - Sottimano (Neive) - La Spinetta – Rivetti (Castagnole Lanze) - Vietti (Castiglione Falletto) - Vigna Rionda – Massolino (Serralunga d'Alba) - Roberto Voerzio (La Morra)
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- UvaNebbioloNativa do Piemonte
- AppellationBarolo
- UvaBarberaA uva mais cultivada da região
- AppellationBarbaresco
- RegiãoLangheSub-região onde ficam Barolo, Barbaresco e Roero
- UvaDolcetto
- AppellationBarbera d'Asti
- PaísItália
- AppellationGavi (Cortese di Gavi)
- AppellationRoero
- AppellationNebbiolo d'Alba
- AppellationDolcetto d'Alba
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- AppellationBarbera d'Alba
- AppellationMoscato d'Asti
- AppellationDogliani
- UvaMuscatMoscato Bianco, ou Moscato Canelli
- UvaCortese
- UvaArneis
- ConceitoDenominações da Itália (DOCG, DOC, IGT e Vino da Tavola)região com mais DOCGs