Conceito
DOCG, DOC, IGT e Vino da Tavola: como a Itália classifica seus vinhos
A Itália classifica seus vinhos numa hierarquia de quatro degraus: DOCG e DOC, que são as denominações de origem, depois IGT e, na base, Vino da Tavola. O sistema foi implantado em 1963 e hoje reúne quase 80 DOCGs, cerca de 333 DOCs e 119 IGTs.
Revisado por Tito Dias em 12/10/2026

Os quatro degraus, do topo à base
- 1DOCG — Denominazione di Origine Controllata e GarantitaCategoria com regras e controles mais rígidos, com 77 regiões ou vinhos demarcados. Para chegar a ela, o vinho precisa ter sido DOC por pelo menos 10 anos, passar por análises químicas e degustação e ter reputação comercial.
- 2DOC — Denominazione di Origine ControllataSão cerca de 333 regiões ou vinhos demarcados. O vinho precisa ter sido IGT por pelo menos cinco anos, e a DOC se forma a partir de uma pequena localidade dentro de uma área IGT.
- 3IGT — Indicazione Geografica TipicaVinhos regionais, conforme a legislação europeia, criados em 1992. Não seguem todas as regras de um vinho DOP. Podem usar uvas que não são nativas da região.
- 4Vino da Tavola (VdT)Vinhos feitos com uvas não autorizadas — pela variedade ou pela procedência — dentro das regras das DOCs e IGTs. Muitas vezes vendidos a granel.
DOCG e DOC: as denominações de origem
Na Itália existem duas categorias de vinhos DOP: a DOC e a DOCG. As duas seguem regras específicas de produção, como a localidade, as uvas permitidas e o rendimento por hectare.
A DOCG é a categoria com regras e controles mais rígidos. Existem "apenas" quase 80, contra cerca de 333 DOCs. Para subir de degrau, uma DOC precisa ter pelo menos 10 anos na categoria, passar por análises e degustação e ter reputação comercial. O Brunello di Montalcino foi a primeira denominação promovida a DOCG, em 1980.
O Piemonte é a região com mais DOCGs: 19, ao lado de 41 DOCs. Dentro de uma mesma denominação, a promoção pode atingir só uma versão do vinho — o Bardolino é DOC, mas o Bardolino Superiore recebeu o status de DOCG em 2001.
IGT: o degrau intermediário
A IGT foi criada em 1992 e reúne os vinhos regionais, de acordo com a legislação europeia. Em 2025, a Itália tinha 119 IGTs. Os vinhos tendem a ter qualidade melhor que a dos vinhos de mesa, mas não cumprem todas as regras exigidas de um vinho DOP.
Uma das liberdades da IGT é poder usar uvas que não são nativas da região. Isso pode resultar em bons vinhos, mas eles ficam proibidos de subir à categoria DOP. A IGT também pode funcionar como etapa intermediária para que uma área seja promovida a DOC: a Maremma Toscana, por exemplo, passou de IGT a DOC em 2011.
Vino da Tavola: nem sempre o vinho mais simples
O Vino da Tavola reúne vinhos feitos com uvas não autorizadas pelas regras das DOCs e IGTs, seja pela variedade, seja pela procedência. Divide-se em dois grupos: o Vino da Tavola comum, em versões Rosso, Bianco e Rosato, e o Vino da Tavola Varietali, com no mínimo 85% de uma variedade, normalmente uvas internacionais como Cabernet, Merlot e Sauvignon Blanc.
Muitas vezes são vendidos a granel, por exemplo a restaurantes, que os servem em recipientes próprios ou em taça. Mas vários grandes vinhos da Toscana já foram classificados nessa categoria por usarem uvas não autorizadas na época de seu lançamento, como o Sassicaia.
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- PaísItália
- ConceitoSupertoscanosvinhos que ficaram fora das regras das DOCs e DOCGs
- ConceitoTermos do rótulo italiano (Classico, Superiore, Riserva e outros)
- AppellationBrunello di Montalcinoprimeira DOCG, em 1980
- RegiãoPiemonteregião com mais DOCGs
- AppellationMaremma Toscanapromovida de IGT a DOC em 2011
- RegiãoToscana
- AppellationBolgherio Sassicaia já foi Vino da Tavola
- ConceitoClassificação do vinho espanhol
- AppellationBardolinoBardolino Superiore virou DOCG em 2001
- RegiãoEmília-RomanhaDOCG, DOC e IGT
- AppellationChianti Classico
- AppellationCerasuolo di VittoriaDOCG