Região
Lombardia
A Lombardia é a região mais populosa e rica da Itália, com capital em Milão, e soma 5 DOCGs e 23 DOCs. Dela saem os espumantes de Franciacorta, os tintos de Nebbiolo da Valtellina, nos Alpes, e a grande variedade de vinhos do Oltrepò Pavese, sua denominação de maior volume.
Revisado por Tito Dias em 12/10/2026

Uma região rica e industrial
A Lombardia é a 12ª região produtora de vinhos da Itália, com 1,06 milhão de hectolitros em 2024 (dado do Istat) e 21,3 mil hectares (dado da Buona Lombardia). Em 2024, foram colhidas 168.632 toneladas de uvas para vinho na região, também segundo o Istat.
É a região mais populosa e rica do país, com uma grande zona industrial, e tem Milão como capital. Muitos vinhedos foram comprados por investidores internacionais e pessoas ricas, que usam a área como lugar de descanso.
No total, a Lombardia tem 5 DOCGs e 23 DOCs.
Lagos, Alpes e Apeninos
Na porção norte da Lombardia há diversos lagos, como o Iseo e o Garda, que têm grande influência sobre o clima local. Em Franciacorta, a sudeste do lago Iseo, o efeito moderador do lago deixa o verão bastante regular.
A Valtellina fica encravada nos Alpes, com vinhedos em encostas íngremes entre 230 e 750 metros de altitude. Já o Oltrepò Pavese se estende dos Apeninos até o rio Pó, com encostas íngremes e altitudes de até 400 metros.
As uvas da Lombardia
Entre as brancas, as principais são Chardonnay, Pinot Grigio, Garganega, Pinot Bianco, Trebbiano di Lugana, Riesling Renano e Riesling Italico. Entre as tintas, Chiavennasca (nome local da Nebbiolo), Barbera, Bonarda, Lambrusco, Pinot Noir e Uva Rara.
A Croatina é chamada de Bonarda na Lombardia, apesar de serem uvas diferentes. Tem características parecidas com as da Dolcetto: é frutada, de taninos médios e cor profunda, e costuma ser misturada com Barbera e/ou Uva Rara.
A Uva Rara (às vezes chamada de Bonarda, nome que no Oltrepò também designa a Croatina) é normalmente usada como complemento nos cortes da região. Tem corpo médio, taninos macios, caráter frutado e perfumado, e um pouco de amargor no final; também aparece em algumas áreas do Piemonte.
A Trebbiano di Lugana é geneticamente ligada à Verdicchio, uva branca que tem a região de Marche como casa espiritual.
As principais denominações
- Franciacorta DOCG: espumantes de método tradicional, inspirados em Champagne, produzidos em Brescia, a sudeste do lago Iseo. - Valtellina: tintos de Chiavennasca (Nebbiolo) cultivada nos Alpes, incluindo o Sforzato di Valtellina, de uvas passificadas. - Oltrepò Pavese: a principal denominação da Lombardia em volume, com brancos, tintos, frisantes e espumantes.
Outras denominações da Lombardia
Curtefranca DOC: é o nome dos vinhos tranquilos (sem borbulhas) da área de Franciacorta, adotado depois que os espumantes foram promovidos a DOCG. Os brancos costumam ser de Chardonnay e Pinot Blanc.
Rosso di Valtellina: tinto à base de Chiavennasca (Nebbiolo) — o Valtellina Superiore é uma DOCG à parte —, descrito como um Nebbiolo de profundidade e estrutura comparáveis às de grandes Barolos.
Sforzato di Valtellina: tinto elaborado com uvas passificadas (semidesidratadas, como passas), assim como os Amarones.
Oltrepò Pavese Metodo Classico: espumantes com no mínimo 70% de Pinot Noir, a especialidade do Oltrepò Pavese; os outros 30% podem ser Chardonnay, Pinot Grigio, Riesling e Sauvignon Blanc.
Produtores de referência
- Bellavista - Ca' del Bosco - Cavalleri - Contadi Castaldi - Costaripa - Sandro Fay - Ferghettina - Frecciarossa - Monte Rossa - Nino Negri - Aldo Rainoldi - Triacca - Uberti
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