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Uva

Sangiovese

A Sangiovese é a principal uva tinta da Itália Central. Na Toscana, faz o Chianti e o Brunello di Montalcino. Tem acidez naturalmente elevada, taninos altos e firmes e aromas de cerejas negras, e algumas versões envelhecem muito bem.

Revisado por Tito Dias em 12/10/2026

Cachos de Sangiovese maduros na videira no Chianti
Foto: Francesco Sgroi / Wikimedia Commons · CC BY 2.0 (recortada)

A principal tinta da Itália Central

A Sangiovese é a principal uva tinta da Itália Central. Na Toscana, ela ocupa mais de 60% de todo o cultivo, à frente de Trebbiano Toscano, Merlot, Cabernet Sauvignon e Canaiolo Nero.

A uva tem naturalmente acidez elevada e taninos altos e firmes. Os aromas lembram cerejas negras, folha de tomate e notas herbáceas. Algumas versões são capazes de envelhecer muito bem.

Um nome para cada lugar da Toscana

Na Toscana, a mesma uva ganha nomes e estilos diferentes conforme o lugar:

- Chianti: os vinhos levam no mínimo 70% de Sangiovese (80% no Chianti Classico), com notas de cerejas vermelhas e negras, menta e pimenta, acidez destacada e taninos altos. - Montalcino: aqui a uva é chamada de Brunello. O Brunello di Montalcino é feito com 100% de Sangiovese, tradicionalmente associada ao biótipo Sangiovese Grosso. Seus vinhos são mais densos, com maior profundidade, cor, taninos, fruta e grande complexidade. - Montepulciano: a uva se chama Prugnolo Gentile. O Vino Nobile di Montepulciano leva no mínimo 70% dela e tende a ter menos acidez que o Chianti Classico e menos corpo que o Brunello. - Scansano: a uva é o Morellino, e o Morellino di Scansano leva pelo menos 85% de Sangiovese.

A Sangiovese também é a base do Carmignano (mínimo de 50%, com regras mais liberais) e é a uva mais cultivada da Maremma Toscana, com quase 50% dos vinhedos.

Parceiras de corte

A parceira clássica da Sangiovese é a Canaiolo, que tem certo corpo e ajuda a amaciá-la; a Colorino entra para dar cor, principalmente no Chianti. Hoje a Sangiovese também é cortada com Cabernet e Merlot.

Nos Supertoscanos, vinhos que nasceram fora das regras das DOCs e DOCGs, ela costuma aparecer ao lado das francesas Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. E no Vin Santo, o vinho doce de uvas passificadas da Toscana, a versão Occhio di Pernice leva 50% de Sangiovese.

Fora da Toscana

Na Emília-Romanha (Emilia-Romagna) a Sangiovese está entre as uvas mais cultivadas, e há suspeitas de que foi ali que se fez o primeiro vinho com ela. Os Sangioveses da Emilia-Romagna DOC são muito vendidos, têm boa relação custo-benefício e lembram de certa forma os Chiantis; no Rubicone IGT, que permite mais de 40 uvas, ela é o grande destaque.

Em Marche ela está entre as principais uvas e divide o corte com a Montepulciano: de 30% a 50% no Rosso Piceno e até 15% no Rosso Conero. Na Úmbria (Umbria), o Montefalco Rosso leva de 60% a 80% de Sangiovese, com Sagrantino, o que dá um Sangiovese com mais corpo e fruta. No Lácio (Lazio), é uma das tintas principais, com a Merlot.

A uva aparece ainda entre as mais cultivadas da Campânia (Campania), da Puglia, da Basilicata e da Sardenha (Sardegna), e pode entrar com até 20% no corte do Bardolino, no Vêneto.

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